segunda 20/10

  Eu gosto muito de um texto da Nati de Poesia (salve TRZ Crew), que fala sobre fazer as pazes com a segunda. Mas eu gosto porque eu já tentei muito, e eu e a segunda não nos bicamos, o santo não bate, eu acordo de manhã pro corre e penso "como eu odeio a segunda". 

   Mas não é que eu odeio a segunda porque eu não queria trabalhar, por que eu queria fugir do corrre (também, um pouco, mas quem não, né?), eu odeio a segunda porque é na segunda que eu olho pra tudo e penso "puta merda, é segunda", a segunda é um símbolo do eterno retorno, aquela do sisifo pros clichês.

    Se terça fosse segunda, nada mudaria, daí eu ia odiar a terça, não a segunda, se a quarta fosse terça, talvez eu gostasse um pouquinho mais dela, porque pior que o começo da semana, só o meio dela. 

    Acho que eu não gosto da segunda, no fundo, por que a segunda se parece comigo, ela é movimentada, não para, pega no tranco e se descer a ladeira, quando é pra baixo outro rumo só pra cima. 

     Tenho birra com a segunda porque eu queria ter tudo arrumado na terça, não gosto de esperar, e acho que ela também não, por isso que todo mundo se sente cobrado pela segunda. E não dá, segunda é só segunda, e se o corre tiver tranquilo na sexta, a gente senta, brinda, descansa, e se não tiver deboa? A gente faz ficar, porque no fim tem um pouquinho da segunda no sábado, também. Trabalho nunca acaba, nem fica pouco. 

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